Pular para o conteúdo principal

Raul Seixas & Marcelo Nova - A Panela do Diabo (1989)

A Panela do Diabo é o décimo quinto e último álbum de Raul Seixas e o segundo de Marcelo Nova, lançado em 19 de agosto de 1989 pela gravadora WEA. O disco foi possível pela aproximação progressiva entre Raul e Marcelo que começou a se intensificar a partir de 1984 e viria a culminar em duas turnês conjuntas (Anestesia, de novembro de 1988 até maio de 1989, e A Panela do Diabo, de 02 de junho até 13 de agosto de 1989) e este álbum. O disco foi muito bem recepcionado pela crítica especializada e teve vendagem de mais de 150 mil cópias no seu ano de lançamento, rendendo um disco de ouro aos artistas. Possibilitou, também, a aproximação de Raul com as novas gerações, apresentando o artista e preparando o terreno para a condição de mito que ele adquiriria nos anos seguintes a sua morte, com reedições de seus álbuns e o lançamento de diversas coletâneas. É conhecido pelas canções "Carpinteiro do Universo" e "Pastor João e a Igreja Invisível".
Faixas:
01. Be Bop a Lula
02. R…

Djavan - Coisa de Acender (1992)

“Coisa de acender” é o disco de Djavan mais marcado por parcerias. É nesse trabalho que ele inicia uma com Caetano Veloso, acalentada por tantos anos, que parecia já existir. E o resultado, a canção “Linha do Equador”, justifica a expectativa. A letra de Caetano sobre a melodia de Djavan como se fosse uma letra do próprio Djavan, cheia de imagens inusitadas para descrever o amor, feita à maneira de Caetano repleta de referências modernistas e tropicalistas.

Mestre em letra e música, o músico alagoano se dá ao luxo, de alternar o seu trabalho nas obras coletivas: às vezes entra com a música, como em “A rota do indivíduo” (Ferrugem), outras vezes com a letra, no caso de “Alívio”, sua primeira parceria com o baixista Arthur Maia. Aprofundando os laços com a filha Flavia Virginia, que está nos vocais em várias faixas, Djavan confia a ela a parte em francês da letra de “Andaluz”, canção evidentemente espanholada, de espírito globalizado.

Dos discos co-produzidos pelo americano Ronnie Foster, “Coisa de acender” talvez seja o mais cheio de nuances e sutilezas. Vai de uma canção super pop como “Se...”, o grande sucesso radiofônico do disco, à incursão do autor no universo dos desafios nordestinos em “Violeiros”, o gênero tratado com uma profundidade harmônica incomum. Esse trabalho é, na verdade, um álbum de canções de amor, ou melhor, da busca de expressar o amor — tema de 98% das canções do mundo — de forma original. Faixas como “Outono” e, sobretudo, “Baile”, de onde sai o enigmático título revelam o amor, visto pela ótica muito particular de Djavan.

Faixas:
01. A Rota do Indivíduo (Ferrugem)
02. Boa Noite
03. Se
04. Linha do Equador
05. Violeiros
06. Andaluz
07. Outono
08. Alívio
09. Baile

Baixar:

93 MB - ZiP - MP3 - 320 Kbps - REMASTERIZADO



Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Gal Costa - Bem-Bom (1985)

Bem Bom é o vigésimo álbum de Gal Costa. Como maiores sucessos se destacaram as baladas "Sorte", em dueto com Caetano Veloso, e "Um Dia de Domingo" com Tim Maia.
Faixas:
01. Sorte (com Caetano Veloso)
02. O Último Blues
03. Um Dia de Domingo (com Tim Maia)
04. Acende o Crepúsculo
05. Muito Por Demais
06. Romance
07. Musa de Qualquer Estação
08. Bem Bom
09. Todo o Amor que Houver Nesta Vida
10. Quem Perguntou Por Mim
11. De Volta ao Futuro

Baixar:
104 MB - ZiP - MP3 - 320 Kbps - REMASTERIZADO
pCloud - Google Drive - Box - MEGA - MediaFire



Chico Science & Nação Zumbi - Afrociberdelia (1996)

O segundo e último disco de Chico Science e Nação Zumbi foi lançado em 1996, é considerado seu melhor trabalho e deu sequencia ao revolucionário manguebeat, introduzido no Brasil por eles e pelo  Mundo Livre S/A. Produzido por Eduardo Bid, composto por 23 músicas, como “Manguetown”, “Samba do Lado”, “Etnia”, “O Cidadão do Mundo”, “Macô” (com participação de Gilberto Gil) e outras. Além da antológica regravação de “Maracatu Atômico”, de Jorge Mautner. 
Faixas: 01. Mateus Enter  02. O Cidadão do Mundo  03. Etnia  04. Quilombo Groove (Instrumental)  05. Macô  06. Um Passeio no Mundo Livre  07. Samba do Lado  08. Maracatu Atômico  09. O Encontro de Isaac Asimov e Santos Dumont no Céu  10. Corpo de Lama  11. Sobremesa 12. Manguetown  13. Um Satélite na Cabeça  14. Baião Ambiental (Instrumental)  15. Sangue de Bairro 16. Enquanto o Mundo Explode 17. Interlude Zumbi 18. Criança de Domingo 19. Amor de Muito 20. Samidarish (Instrumental) 21. Maracatu Atômico (Atomic Version) 22. Maracatu Atômico (Ragga Mix) 23. Marac…

Cartola - Verde Que Te Quero Rosa (1977)

A necessidade de proteger a cabeça do cimento que despencava lá de cima, durante o árduo trabalho de operário na construção civil, o forçou a usar um chapéu coco, encontrado no lixo. O apelido, que mais tarde também se tornaria o seu nome artístico, surgiu dali. Autodidata no violão – Cartola já era assediado, do “alto de seus vinte e poucos anos”, por gente de peso da música popular brasileira que estava à procura de sambas para seu repertório. Vendeu alguns deles e acabou sendo gravado por Francisco Alves, Carmen Miranda e Silvio Caldas, entre outros. A foto espetacular da capa do LP, tirada de óculos escuros, com cigarro aceso, cafezinho e muita, muita classe, dá ideia da música que está cravada nos sulcos do vinil – Verde Que Te Quero Rosa é um grande disco do mestre Cartola. Seu repertório conjuga sambas inéditos de diversos períodos com diamantes de sua produção presente, registrados com o “auxílio” de um super time de amigos: Nelson Cavaquinho, Radamés Gnatalli, Altamiro Carril…