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#MomentoMPB | Elis Regina - Viva a Brotolândia (1961)

Elis Regina começou a gravar em 1961, com 16 anos. O curioso é perceber que apesar do repertório infanto-juvenil, Elis não tinha voz de criança. Já apresentava a ginga e o requinte na divisão dos compassos que a tornariam uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos a partir de 1965, quando venceu o I Festival da MPB, de TV Excelsior, com “Arrastão”.  Neste seu primeiro LP, Viva a Brotolândia, rock-baladas, calypso, sambalanços e versões em geral com gostinho de juventude dos anos dourados davam  o tom, envoltas em arranjos de Severino Filho, do grupo OS Cariocas.
Faixas:
01. Dá Sorte
02. Sonhando (Dream)
03. Murmúrio
04. Tu Serás 
05. Samba Feito Para Mim
06. Fala-me de Amor (Take Me In Your Arms)
07. Baby Face 
08. Dor de Cotovelo 
09. Garoto Último Tipo (Puppy Love)
10. As Coisas Que Eu Gosto (My Favorite)
11. Mesmo de Mentira
12. Amor Amor (Love Love)

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Raul Seixas - O Dia Em Que A Terra Parou (1977)

O Dia Em Que A Terra Parou marcou a estréia de Raul Seixas em uma nova gravadora, a WEA. Traz um de seus maiores sucessos, "Maluco Beleza", além de outros, como "Sapato 36", "No Fundo do Quintal da Escola", "Que Luz É Essa?" (com participação de Gilberto Gil) e a canção que dá nome ao álbum. Todas as músicas foram compostas por Raul Seixas e Cláudio Roberto. No disco, há duas incursões pelo funk nas faixas "De Cabeça-pra-Baixo" e "Tapanacara" (acompanhado pela Banda Black Rio). O álbum fez sucesso de público, mas desgosto na crítica. Foi dito que não mantinha o mesmo nível dos trabalhos anteriores.

Faixas:
01. Tapanacara 
02. Maluco Beleza 
03. O Dia em que a Terra Parou
04. No Fundo do Quintal da Escola 
05. Eu Quero Mesmo 
06. Sapato 36 
07. Você 
08. Sim 
09. Que Luz É Essa?
10. De Cabeça-pra-Baixo

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Maria Bethânia - Drama (1972)

Um dos marcos na discografia de Maria Bethânia, este 'Drama' (1972) - que significa 'ação' em grego e designa logo de cara sua verve teatral - já começava com um Ponto contra o autoritarismo da ditadura: 'Sou eu que me deito tarde / Sou eu que levanto cedo / Sou eu que realço tudo / Sou eu que não tenho medo'. A mensagem era confirmada em outras faixas, como 'Negror dos Tempos', de Caetano, que produziu o álbum da irmã, tão logo chegou do exílio forçado em 72, presenteando-a ainda com a impactante faixa-título e uma de suas primeiras canções escritas no feminino: 'Esse Cara'. Esta canção logo se tornaria a faixa de maior sucesso deste LP.
Faixas: 01. Ponto
02. Esse Cara / Bodas De Prata
03. Volta Por Cima
04. Bom Dia
05. Anjo Exterminado
06. Maldição
07. Iansã
08. Trampolim
09. Negror Dos Tempos
10. O Circo
11. Estácio Holly Estácio
12. Drama

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#MomentoMPB | Chico Buarque - Construção (1971)

Construção é o oitavo disco de Chico Buarque, lançado em 1971 e composto em períodos entre o exílio de Chico na Itália e sua volta ao Brasil. Liricamente, o álbum é carregado de críticas ao regime militar vigente, principalmente no que concerne à censura imposta pelo governo ("Cordão") e pelo estado indigno no qual as condições individuais se encontravam no país ("Construção"), além de algumas canções mais clássicas e pessoais ("Valsinha" e "Minha História"). O disco marca o aguçamento da vertente crítica da poética do autor. Se antes ele harmonizava Bossa Nova com composições veladamente críticas à ditadura brasileira, em "Construção" o cantor mostrou-se mais ousado - como indica os versos iniciais de "Deus lhe Pague", faixa que abre o LP ("Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir"). Em "Samba de Orly", parceria com Toquinho e Vinicius de Moraes, Chico canta abertamente sobre o exílio - o que fez …

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Faixas: 01. As Ayabás
02. Mãe Maria
03. Balada do Lado Sem Luz
04. A Bahia Te Espera
05. Pecado
06. Olhos nos Olhos
07. Festa
08. Amor, Amor
09. Pássaro Proibido

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